Em 2011, a ilustríssima
presidente ( agora “presidenta”, por força de lei) assinou o requerimento que
dava o título de Capital Nacional da Literatura Infantil à cidade de Taubaté.
Com essa alcunha, aliás, título
merecidíssimo, já que Taubaté é o berço do “Pai” da Literatura Infantil, o
cidadão José Renato, que virou José Bento Monteiro Lobato, o município vem
tentando se estabelecer como cidade literária.
Nesta empreitada, pelo segundo
ano, a Secretaria de Cultura e Turismo organiza o evento, que segundo os
moradores de Taubaté, apesar de tímidos, é a festa que estava faltando para a
valorização do livro.
Antes de pegar o microfone e
falar a todos sobre meu novo trabalho em prol da literatura infantil, andei
pela avenida e apreciei os espetáculos musicais e teatrais que foram de uma
beleza incontestável. Ainda a caminhar entre os estandes pela animada via, que
não poderia ter outro nome, senão Alegria do Povo, encontrei os personagens que
me fizeram companhia nas minhas mais encantadoras leituras de criança, a turma
do Sítio do Picapau Amarelo.
Abraçá-los e registrar cada
momento com esses ícones de um dos maiores escritores de todos os tempos foi a
realização concretizada, para alguém que inspirados por eles, hoje trilha o
mesmo caminho, o de encantar crianças e jovens com a boa literatura.
Abraçar Emília, foi como abraçar
o próprio Monteiro Lobato e reverenciá-lo pelo bem ele fez à humanidade quando
colocou na boca de bonecos e crianças suas mais contundentes contestações,
frente a uma sociedade retrógrada e de interesses excusos que se delineava em
sua época.
Não só por isso, mas seu legado,
é o que temos de mais importante hoje: bibliotecas nas escolas, livrarias e
sebos que aumentam a cada dia, projetos de leitura que a todo momento se
instauram, feiras (como a de Taubaté) e bienais, bem como o surgimento de
grandes escritores como José Mauro de Vasconcelos, Maria José Dupré, Lygia
Bojunga, Ana Maria Machado e tantos outros premiadíssimos por seu conjunto de
obra.
Do legado de Monteiro Lobato
ainda há que se lembrar da nossa gente. Os Taubateanos com seus artistas em
crescente sucesso, bem como o vastíssimo grupo dos artistas joseenses, destaco
aqui os escritores que de uma forma ou de outra, enfrentando dificuldades ou
não de incentivo, lançam seus livros e os colocam à apreciação do povo.
Falei, por quase uma hora sobre a
obra Histórias da Lua-cheia e encantei os visitantes da feira com turma que
havia levado comigo.
Uma garotinha esperta, devia ter
quatro anos, no mínimo, foi quem deu a grande lição do conhecimento da cultura
do nosso país. Ela falava com propriedade sobre Saci, Bicho papão, Mula
sem cabeça e Homem do saco.
Se meu grande objetivo com essa
obra é valorizar o Folclore Brasileiro, tão esquecido nestes tempos, sinto que
o atingi. E foi pela participação de uma criança, momento em que a apresentação
do meu trabalho chegou ao apogeu, que ficou gravado para sempre no universo, o
som de nossas vozes no eterno convite para a leitura.
Entrevistado pela TV Cidade, nas
minhas considerações finais lembrei de cobrar os adultos do incentivo da
leitura a uma criança. Lembrei de dizer a eles que presentes em forma de
livros, passeios às livrarias, feiras e bienais, além de atividades saudáveis,
no momento em que a criança interage com tudo isso, é uma fomentação de
lembrança, que no futuro pode render bons resultados como pessoas que valorizem
a cultura e a reproduzam no seu dia a dia.
Livros são asas. Leia e
voe!
© Carlos José dos Santos - Todos os Direitos Reservados
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adoreiiiiiiiiiiiiii
ResponderExcluirvai ser ótimo fazer parte disso
logo, logo eu to aí
e.m.e.f vera lúcia :p